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Monumento ao Cante Alentejano

O Monumento ao Cante Alentejano foi inaugurado a 27 de novembro de 2022, em Odemira, pelo Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e pelo Presidente da Câmara Municipal, Hélder António Guerreiro, assinalando de forma simbólica o dia em que o Cante Coral Alentejano foi classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade (2014).

Através deste monumento da autoria do escultor Fernando Fonseca e execução da empresa Gate7, o Município de Odemira presta homenagem ao cante alentejano e aos seus intérpretes, perpetuando a sua memória e incentivando as novas gerações a continuarem esta prática expressiva tradicional, num compromisso com o processo de afirmação da cultura local.

A cerimónia de inauguração fica marcada por um conjunto de iniciativas de índole cultural vividas em ambiente de festa, com destaque para a exposição de fotografia “Cante - Alma do Alentejo”, da autoria da fotojornalista Ana Baião (Museu do Cante Alentejano / Município de Serpa), e as participações dos grupos corais de Odemira, São Luís, Vila Nova de Milfontes, Vozes Femininas de Amoreiras-Gare, Os Ganhões de Castro Verde, o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento e o Grupo Coral Infantil de Odemira Cá se Canta.

:: Ficha técnica “Monumento ao Cante Alentejano”

Autor: Escultor Fernando Fonseca

Execução: Gate7 – Gravity Balance Unipessoal Lda, de Ponte do Rol (Torres Vedras)

Dimensões: 12,5m x 6m x 4,5m

Peso estimado da escultura: 14,5 toneladas

Materiais: Escultura executada em EPS (poliestireno expandido) com Estrutura interior metálica reforçada com projeção em betão

:: Fernando Fonseca

Natural de São Teotónio, o escultor Fernando Fonseca realizou a primeira exposição aos 13 anos em Odemira, cujo sucesso facilitou a sua admissão como aluno semi-interno da Casa Pia de Lisboa, onde frequentou o curso de Escultura Decorativa. É licenciado em Artes Plásticas (Escultura) e foi professor de Educação Visual do 2º e 3º ciclos até à sua aposentação. Na sua vasta carreira como escultor conta com vários prémios e a realização de inúmeras exposições, individuais e colectivas. Em paralelo desenvolveu várias colaborações em projectos artísticos e em órgãos de comunicação social, tendo várias referências em livros e revistas da especialidade. Em 2010 coordenou as celebrações do Centenário da República em São Teotónio e em 2020 esteve representado no Museu da República de Pedrógão Grande. É autor de cerca de uma centena de peças de medalhística, temática ou comemorativa, como a coleação “Figuras e Factos da Expansão e Expressão de Portugal no Mundo” (60 peças) editada por Colecções Artísticas - Porto, e as medalhas comemorativas dos 40 anos do 25 de Abril e dos 50 anos da Barragem de Santa Clara para o Município de Odemira. Foi vencedor do concurso internacional de celebração dos “8 Séculos da Língua Portuguesa” e do concurso para a moeda de 2 euros comemorativa dos 500 anos do Primeiro Contacto de Portugal com Timor, ambos promovidos pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. Várias esculturas e medalhões de personalidades da história e da cultura portuguesas em geral e de Odemira em particular, de sua autoria, estão patentes em espaços públicos de Gouveia, Castelo de Vide, ferreira do Zêzere, Lisboa, São Martinho das Amoreiras, São Teotónio e Odemira. Um dos mais recentes desafios artísticos foi a elaboração e produção do Monumento ao Cante Alentejano, para o Município de Odemira.

Odemira 27 de novembro, 2022

 

Nota: O Cante Alentejano foi classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a 27 de novembro de 2014.

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